Focus reduz projeção do dólar para 2026 e alivia custo de insumos na Zona Franca

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O Banco Central reduziu, nesta segunda-feira (19), a projeção para a cotação do dólar no fim de 2026, de R$ 5,15 para R$ 5,13, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal que consulta cerca de cem instituições financeiras. Para o fim de 2027, a estimativa também caiu, de R$ 5,26 para R$ 5,22. O boletim manteve a projeção da taxa Selic em 13,25% ao ano para 2026 e da inflação medida pelo IPCA em 5,22%.

A trajetória de queda do dólar tende a aliviar o custo de produção das indústrias da Zona Franca de Manaus, que dependem de componentes importados, como semicondutores, circuitos e peças plásticas, cotados em moeda americana para fabricar eletrônicos, motocicletas e aparelhos de celular. Um dólar mais baixo reduz o valor em reais pago pelas importações, o que pode conter repasses de preço para eletrodomésticos e motos produzidos no polo industrial amazonense.

A manutenção da Selic em dois dígitos, porém, continua a encarecer o crédito para empresas e consumidores no Amazonas, pressionando o financiamento de máquinas, capital de giro e consórcios de motocicletas, linhas usadas com frequência pelo setor produtivo local. Para 2027, o mercado financeiro já projeta uma Selic menor, de 12% ao ano, segundo o Banco Central.

O Boletim Focus também reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, de 1,85% para 1,83%, e para 2027, de 1,40% para 1,32%. O relatório, divulgado semanalmente pelo Banco Central, reúne as expectativas médias do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país.

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