A produção brasileira de grãos deve alcançar 354,5 milhões de toneladas em 2026, alta de 2,4% sobre as 346,1 milhões de toneladas colhidas em 2025 e recorde da série histórica, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de setembro, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Soja, milho e arroz respondem por 93% da produção estimada. A soja deve somar 175 milhões de toneladas, alta de 5,4% e também recorde, enquanto o milho deve chegar a 143,3 milhões de toneladas, avanço de 1,1%. Na direção contrária, a produção de arroz em casca deve recuar 11,4%, para 11,2 milhões de toneladas, e a de trigo deve cair 24%.
A região Norte responde por apenas 6,3% da produção nacional de grãos, com 22,3 milhões de toneladas, alta de 0,6% sobre 2025. O Amazonas tem participação praticamente nula nesse total: o levantamento do IBGE registrou variação mensal de apenas 3 toneladas na produção do estado, reflexo da baixa vocação local para as lavouras cobertas pela pesquisa.
Isso faz do Amazonas um estado dependente de grãos trazidos de outras regiões por via fluvial e rodoviária, incluindo o milho usado como ração na avicultura local e o arroz consumido nas mesas de Manaus. A safra recorde de soja e milho tende a aliviar custos de insumos para criadores de aves e suínos no estado, mas a queda na produção de arroz pode pressionar o preço do cereal nos mercados da capital amazonense.