O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (15/10) cotado a R$ 5,0521 na venda, segundo dados do Banco Central do Brasil (BCB) — o maior valor registrado em oito pregões e a quarta alta consecutiva da moeda americana frente ao real.
A moeda recua de uma queda abrupta registrada no início de outubro, quando passou de R$ 5,2238, em 2 de outubro, para R$ 4,9859, em 5 de outubro. Desde então, soma avanços em quatro das últimas cinco sessões, reaproximando-se do patamar de R$ 5,05.
A escalada do dólar encarece insumos e componentes importados usados pela indústria instalada na Zona Franca de Manaus, cujo modelo de produção depende de peças eletrônicas, químicas e automotivas trazidas do exterior. Fabricantes de eletroeletrônicos, motocicletas e bens de informática do Polo Industrial de Manaus tendem a sentir primeiro o impacto nos custos de produção.
Para o consumidor amazonense, a alta da moeda americana se reflete no preço final de produtos eletrônicos e de informática fabricados na capital do Amazonas, além de insumos agrícolas e fertilizantes cotados em dólar usados por produtores rurais do estado.