Sobe para 20 casos de coqueluche em Roraima; deputado Duda Ramos busca apoio em Brasília

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O número de casos confirmados de coqueluche no estado de Roraima subiu para 20, segundo informações do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Boa Vista. A maioria das ocorrências foi registrada na região de Surucucu, no município de Alto Alegre, dentro da Terra Indígena Yanomami, além de três casos em Boa Vista.

O primeiro registro da doença ocorreu em janeiro de 2026, quando casos suspeitos foram identificados pelo Hospital da Criança Santo Antônio e comunicados ao Ministério da Saúde após pacientes oriundos de comunidades indígenas apresentarem sintomas da infecção respiratória.

A coqueluche é uma doença altamente contagiosa que afeta principalmente bebês e crianças pequenas, podendo evoluir para quadros graves quando não diagnosticada e tratada rapidamente.

Diante do avanço da doença, o deputado federal Duda Ramos (RR), cumpre agenda em Brasília, onde busca apoio junto ao Ministério da Saúde para viabilizar ações emergenciais e evitar que a situação evolua para uma epidemia.

“Estamos falando de crianças e de comunidades que já enfrentam grandes desafios de acesso à saúde. Precisamos garantir atendimento, prevenção e apoio imediato para evitar que mais vidas sejam perdidas”, afirmou o parlamentar.

A situação se agravou após a confirmação de três mortes de crianças, que estavam internadas no Hospital da Criança Santo Antônio.

Segundo o deputado, a prioridade agora é garantir assistência médica e reforço das ações de saúde nas comunidades indígenas afetadas.

“Com o avanço dessa doença, não podemos ficar de braços cruzados. Temos que ir ao Ministério da Saúde e buscar saber qual a melhor forma de tratamento. São bebês que neste momento estão em estado grave por conta dessa doença”, ressaltou.

O presidente da Associação Yanomami (URIHI), Júnior Hekurari, foi quem denunciou inicialmente os casos de coqueluche nas comunidades da Terra Indígena Yanomami. Ele alerta que a situação pode ser ainda mais grave do que os números oficiais indicam.

“As informações que recebemos das famílias mostram que não são apenas três mortes. Há pais relatando que seus filhos estão morrendo nas comunidades. Precisamos urgentemente de mais apoio e da presença do Ministério da Saúde. Nossos irmãos Yanomami precisam de socorro agora”, afirmou.

Duda Ramos também destacou que seguirá acompanhando a situação junto aos órgãos de saúde e apoiando medidas que ampliem o atendimento médico e a proteção das populações mais vulneráveis em Roraima.

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