Vaivém de decisões no STF sobre a PF vira munição nas campanhas de Lula e Flávio

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Montagem com o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula
Foto: reprodução (imagem enviada por link)

O afastamento e a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal no intervalo de um dia transformaram a crise do Supremo Tribunal Federal em tema de campanha. Na origem do desgaste estão as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Andrei Rodrigues foi tirado do cargo na terça-feira (8) por decisão de André Mendonça, junto com o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O ministro sustentou que a PF o monitorou por quase um mês e produziu relatórios sobre sua atuação no Supremo, material depois usado para incluí-lo no inquérito das fake news. Os 11 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição em solidariedade.

Na quarta-feira (9), Flávio Dino reverteu o afastamento e escreveu que o Estado Democrático de Direito não é o regime em que alguns podem impor seus apetites. A 2ª Turma já havia formado maioria pela manutenção do afastamento, com votos de Mendonça, Fux e Nunes Marques, até Gilmar Mendes pedir vista. Edson Fachin cancelou a sessão plenária do dia e trouxe o caso para a Presidência da Corte.

Do lado da oposição, Flávio Bolsonaro aproveitou o episódio em ato em Juiz de Fora para acusar o governo de caos institucional e repetir o mote de resgatar o Brasil do cativeiro. Lula, que até então evitava o assunto, foi ao X pedir a abertura de todos os sigilos do caso e cobrar explicações imediatas, atribuindo a vazamentos seletivos a contaminação do calendário eleitoral.

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