O senador Omar Aziz (PSD-AM) fez duras críticas à administração do Governo do Amazonas durante pronunciamento no Senado Federal, nesta quarta-feira (10), e pediu a atuação de órgãos de fiscalização e controle sobre gastos públicos, contratos e decretos editados pelo Executivo estadual.
Nos sete anos de governo Wilson Lima, o estado arrecadou mais de R$ 220 bilhões, mas não houve melhorias em áreas essenciais como educação, saúde e infraestrutura.
“Eu sempre respeitei, mas chegou um limite, um limite que o Brasil não pode e os amazonenses não estão suportando mais”, afirmou.
Omar criticou a tentativa de retirada de R$ 100 milhões do fundo destinado às micro e pequenas empresas para despesas de custeio do governo, proposta que acabou não sendo votada pela Assembleia Legislativa.
“Só por si a iniciativa já é duvidosa. Tira recursos do pequeno e do médio empresário amazonense para cobrir despesas de custeio”, disse.
O senador também questionou a retirada de recursos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), falando sobre o decreto estadual que transferiu R$ 100 milhões de um fundo criado para garantir a manutenção da instituição no interior.
Além disso, pediu ao Ministério da Educação uma auditoria sobre recursos do Fundeb destinados ao transporte escolar e cobrou mais transparência nos gastos da área cultural.
“Peço ao Ministério da Educação que faça uma varredura nesses recursos. Há denúncias graves que precisam ser investigadas”, declarou.
O parlamentar ainda criticou um decreto de emergência climática editado pelo governo Roberto Cidade, alegando que a medida pode ampliar contratações sem licitação, e voltou a cobrar o julgamento das responsabilidades pela crise do oxigênio durante a pandemia da Covid-19.
Ao final do discurso, Omar fez um apelo ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Procuradoria-Geral da República para que aprofundem a fiscalização sobre as contas públicas do Amazonas.
“O Amazonas arrecadou mais de R$ 220 bilhões nos últimos anos e a população precisa saber onde esses recursos foram aplicados”, concluiu.
O pronunciamento recebeu apoio dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM), que apartaram o discurso e reforçaram a necessidade de maior fiscalização sobre a gestão estadual.
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