O volume de serviços prestados no Amazonas recuou 4% em agosto de 2026 na comparação com agosto de 2025, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (14). Frente a julho, já com ajuste sazonal, a retração foi de 2,8%.
O resultado amazonense vai na contramão do desempenho nacional: no mesmo mês, o volume de serviços no Brasil avançou 0,6% na comparação com agosto de 2025, 29ª alta seguida nessa base de comparação, de acordo com o IBGE. Na variação mensal com ajuste sazonal, o país teve leve recuo de 0,1% em agosto frente a julho.
O resultado reforça um ano irregular para o setor no estado: em seis dos oito primeiros meses de 2026, o volume de serviços no Amazonas caiu na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com quedas de até 9,5%, em abril, e 8,6%, em maio. A instabilidade atinge diretamente empresas de transporte, hospedagem, tecnologia da informação e serviços prestados a famílias na capital amazonense, ramos que respondem por parcela relevante dos empregos formais em Manaus.
A PMS mede a receita e o volume de serviços não financeiros prestados por empresas formalmente registradas em todo o país e nas unidades da federação, servindo de termômetro mensal da atividade econômica. A próxima divulgação, com os dados de referência de setembro, está prevista pelo IBGE para 11 de novembro.