O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 0,8% em julho na comparação com junho, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho do ano passado, o setor cresceu 1,2%.
O resultado nacional reflete quedas em atividades que pesam diretamente no consumo das famílias em Manaus: móveis e eletrodomésticos recuaram 4,9%, livros, jornais, revistas e papelaria caíram 4,2%, tecidos, vestuário e calçados tiveram baixa de 2,7% e os supermercados registraram recuo de 0,2%. Na ponta positiva, artigos farmacêuticos e médicos subiram 0,6%, equipamentos e materiais para escritório e informática avançaram 0,6% e combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 0,3%.
Para quem mora em Manaus, o recuo em móveis, eletrodomésticos e vestuário tende a repercutir com força, já que boa parte desses produtos vendidos na cidade é fabricada ou montada no Polo Industrial da Zona Franca de Manaus e depende do câmbio e do crédito para chegar às prateleiras. Uma retração no volume de vendas desses itens no país como um todo costuma esfriar encomendas para a indústria local e pressionar emprego e faturamento do comércio na capital amazonense.
Segundo o IBGE, o comércio varejista recuou em 20 das 27 unidades da federação na passagem de junho para julho, com as maiores quedas em Amapá e Tocantins, ambos com recuo de 2,5%, e a maior alta em Espírito Santo, de 3,0%. O órgão não destacou o resultado específico do Amazonas nesta divulgação, mas o estado integra o grupo das 27 unidades pesquisadas mensalmente pela PMC.